Continue firme

Ei galera! Como foi essa última semana para vocês? A minha foi uma semana em que grandes coisas alcancei, mas que também muitas lutas travei. Isso me fez pensar sobre uns versículos que li há um tempo:

“Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. Saiba que o Diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.” Apocalipse 2:10

Àquele que vencer e fizer a minha vontade até o fim darei autoridade sobre as nações.”Apocalipse 2:26

E como Deus não faz nada pela metade, me levou a reler um capítulo do livro “Gente como a gente” do Max Lucado. Nesse capítulo ele faz um estudo da vida de João, o qual gostaria de compartilhar com vocês.

Depois disso José de Arimateia pediu a Pilatos o corpo de Jesus. José era discípulo de Jesus, mas o era secretamente, porque tinha medo dos judeus. Com a permissão de Pilatos, veio e levou embora o corpo. Ele estava acompanhado de Nicodemos, aquele que antes tinha visitado Jesus à noite. Nicodemos levou cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés. Tomando o corpo de Jesus, os dois o envolveram era faixas de linho, com as especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento. João 19 : 3 8 – 4 0

Hesitantes durante a vida de Cristo, mas corajosos em sua morte, José e Nicodemos apareceram para servir Jesus em seu sepultamento. Subiram o monte carregando a mortalha. Pilatos tinha lhes dado permissão. José de Arimateia cedeu uma sepultura. Nicodemos levou as especiarias e as faixas de linho. João declara que Nicodemos levou 34 quilos de mirra com aloés. Essa quantidade é digna de nota, pois um volume tão grande de especiarias costumava ser usado apenas no sepultamento de reis. João também fala sobre as peças de linho porque, para ele, elas constituíam um retrato da tragédia daquela sexta-feira. Enquanto não houvesse mortalha, enquanto não houvesse tumba, enquanto não houvesse um legista para declarar o óbito, havia esperança. Mas a chegada do carro funerário acabou com qualquer esperança. E, para aquele apóstolo, a mortalha simbolizava a tragédia. Será que poderia haver maior tragédia para João do que ver Jesus morto?

Três anos antes, João dera as costas à carreira profissional para acompanhar aquele carpinteiro nazareno, fizesse chuva ou sol. No início daquela semana, João havia participado de um desfile com direito a serpentinas e confetes quando Jesus e os discípulos entraram em Jerusalém. Ah, como as coisas mudaram rápido! O povo que o chamara “rei” no domingo, passou a pedir sua morte na sexta-feira seguinte. Aquelas faixas de linho eram uma maneira tangível de lembrar a João que seu amigo e seu futuro estavam sendo envolvidos em tecido e selados dentro de uma caverna.

João não sabia, naquela sexta-feira, o que você e eu sabemos hoje. Ele não sabia que a tragédia da sexta-feira se transformaria no triunfo do domingo. Mais tarde, ele confessaria que “eles ainda não haviam compreendido que, conforme a Escritura, era necessário que Jesus ressuscitasse dos mortos” (João 20:9).

Foi por isso que seu feito no sábado se revestiu de tamanha importância. Não sabemos nada a respeito daquele dia. Não há nenhuma passagem bíblica que possamos ler nenhum conhecimento a ser compartilhado. Tudo o que sabemos é isto: quando chegou o domingo, João ainda estava presente. Quando Maria Madalena chegou procurando por ele, o encontrou. Jesus estava morto. O corpo do Mestre jazia naquela tumba. O amigo e o futuro de João tinham sido ambos sepultados. Mas João não foi embora. Por quê? Será que estava esperando pela ressurreição? Não. Até onde ele soubesse, os lábios de Jesus permaneceriam em silêncio e as mãos, imóveis para sempre. Ele não estava esperando uma surpresa dominical. Sendo assim, por que estava ali? O mais prudente talvez tivesse sido ele ir embora. Quem poderia garantir que os homens que crucificaram Cristo não apareceriam de repente para prendê-lo também? As multidões já estavam satisfeitas com uma sessão de crucificação, mas os líderes religiosos poderiam ter requisitado outras. Por que João não saiu da cidade? Talvez a resposta seja pragmática: é possível que ele estivesse tomando conta da mãe de Jesus. Ou então, não tinha mais nenhum lugar aonde ir. Pode ser que ele não tivesse dinheiro, energia ou orientação… Ou tudo isso reunido.

Ou então, é possível que ele tenha esperado porque amava Jesus. Para os demais, Jesus era um operador de milagres. Para outros, Jesus era um mestre. Para alguns, Jesus era a esperança de Israel. Mas para João, ele era tudo isso e mais. Para João, Jesus era um amigo. Você não abandona um amigo — nem mesmo quando esse amigo morre. João não saiu de perto de Jesus. Ele tinha o hábito de fazer isso. Estava perto de Jesus no cenáculo. Estava perto de Jesus no jardim do Getsêmani. Estava aos pés da cruz no momento da crucificação, e também estava a poucos metros do túmulo durante o sepultamento.

 Será que ele entendeu o que Jesus disse? Não. Será que ele estava feliz pelo fato de Jesus ter feito o que fez? Não. Mas ele deixou Jesus? Não. E quanto a você? Se estivesse no lugar de João, o que faria? Como você reage quando chega o sábado em sua vida? Quando está em algum ponto entre a tragédia de ontem e o triunfo de amanhã, o que faz? Você abandona Deus ou permanece perto dele? João optou por ficar ali. E, por ter permanecido por perto no sábado, estava ali no domingo para ver o milagre. Então [Maria Madalena] correu ao encontro de Simão Pedro e do outro discípulo, aquele a quem Jesus amava, e disse:

“Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o colocaram!” Pedro e o outro discípulo saíram e foram para o sepulcro. Os dois corriam, mas o outro discípulo foi mais rápido que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Ele se curvou e olhou para dentro, viu as faixas de linho ali, mas não entrou. A seguir, Simão Pedro, que vinha atrás dele, chegou, entrou no sepulcro e viu as faixas de linho, bem como o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus. Ele estava dobrado à parte, separado das faixas de linho. Depois o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, também entrou. Ele viu e creu. João 2 0 : 2 – 8

Por mais que as vezes esteja difícil ver o agir de Deus em algumas circunstâncias, creia que a palavra final sempre vem dEle. Continue firme e veja o milagre.

“Deus pode transformar Qualquer tragédia em triunfo, desde que você se disponha a esperar e acompanhar.” Max Lucado

♫…Se o mar se enfurecer
Eu não tenho o que temer
Pois eu sei que me amas
Teu amor não falha…♫

Emília Lazzaroni

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2 comentários sobre “Continue firme

  1. É sempre muito interessante como o Senhor faz as coisa, quando te leva a ser confrontado por perguntas que fazemos no mais profundo do nosso coração, quando somos surpreendidos por Deus quando ele nos responde sem que ao menos esperemos……

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