Sonhos que se vão

Tenho pensado em como mudei nos ultimos anos. A idade vem chegando e a maturidade e responsabilidade vem com ela, não há como escapar.

Apesar de trabalhar desde os 18 anos, confesso que minha maturidade demorou muito a chegar (dizem que isso é característica dos homens rss). Mesmo tendo minhas responsabilidades no trabalho, ter que responder e dar conta de algumas coisas, eu encarava numa boa, sem me preocupar tanto. Então os anos foram passando, o número da idade aumentando e minhas opiniões, características, ações e pensamentos também.

Olho para mim e vejo uma postura totalmente diferente. Mas você deve estar dizendo: “Claro, Lucas, você não queria ser um adolescente para sempre, não é?!”. Não eu não queria, mas certas características eu gostaria que permanecessem.

Comecei a refletir sobre as palavras de Jesus:

“Naquele momento os discípulos foram a Jesus e perguntaram: “Quem, então, é o maior no Reino dos Céus?”. Ele chamou uma pequena criança e colocou-a o meio deles. E Ele disse: “Verdadeiramente eu lhes digo, a menos que você mudem e se tornem como uma criança, vocês nunca entrarão no Reino dos Céus. Então, qualquer que tomar a posição de humildade de uma criança é o maior no Reino dos Céus.”

Mateus 18:1-4

Quando imaginamos uma criança, em sua essência, imaginamos inocência. E talvez, isso nos falte muito. Achamos-nos tão espertos e superiores que nos tornamos seres monótonos e egoístas. Estes dias, comentava com alguns amigos que quando dizemos uma coisas para uma criança, por mais absurdo que seja, ela acredita. Ela acredita por sua ingenuidade, por sua inocência de pensar que todos são bons e cumprem o que prometem. Mas nós, vamos nos tornando tão maduros que perdemos a essência de acreditar. Tornamos-nos como Tomé, queremos ver as marcas nas mãos para acreditar que Jesus ressuscitou.

E quando falamos de sonhos? Lembra? Lembra dos sonhos que você tinha na sua infância, na sua adolescência? Lembra como eles ardiam em seu coração, como pulsavam na certeza de que todos iam se realizar? Então, mas aí o tempo foi passando e nada aconteceu. Você foi crescendo e tinha que estudar pro vestibular e não conseguia ficar pensando muito em sonhos. Você arrumou um trabalho e tinha que dar conta de tantas tarefas que não sem lembrava de sonho nenhum. Ficava tão cansado e apenas pensava que você precisava crescer na empresa e não podia ter mais tempo para sonhar, deveria viver a realidade.

É disso que estou falando. Nós nem percebemos, mas nós sonhos vão morrendo dentro de nós.

Nós precisamos voltar, não a imaturidade, não é disso que estou falando, é voltar a acreditar em sonhos, voltar a acreditar que as pessoas podem ser boas, voltar a acreditar que as coisas podem dar certo, voltar a acreditar que os sonhos se tornam reais quando cremos neles.

Termino com uma frase que marcou muito minha vida durante esta semana:

“There is no impossible when we believe”.

“Não há impossível quando nós acreditamos”.

Um abraço do sonhador,

Lucas Ferreira

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